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A sétima arte e a informática estabeleceram uma sólida relação nas últimas décadas. Os computadores invadiram os estúdios e ás vezes se tornam até estrelas de produções de Hollywood. Por outro lado, os filmes estão disponíveis para qualquer usuário da internet, o que obriga as big majors do cinema americano a repensarem suas estratégias de distribuição dos títulos. Muitos dos lançamentos da chamada “safra do Oscar” estavam disponíveis nos sites de compartilhamento (com legenda) meses antes das estréias nas salas brasileiras.
Antes de matar aula, Ferris Bueller já enfrentava um supercomputador em “Jogos de Guerra”
Ao longo dos anos filmes com hackers, amores virtuais, espionagem, realidade virtual (“Passageiro do Futuro” foi hiper-elogiado quando estreou, hoje chega a ser ridículo) chegaram ás telas, mas nenhum foi tão cultuado e estudado quanto Matrix.
Campeã de bilheteria, a triologia dos irmãos Wachowski soa meio profética em 2007. Uma nova febre chamada Second Life funciona como uma realidade paralela, tal qual a mostrada no filme. Neste ambiente virtual os usuários podem voar como Neo no final do primeiro filme e a realidade é atraente: em um clique você visita qualquer parte do mundo, arranja emprego, namorado(a) e festas acontecem a todo momento. Talvez ao som do Dj Matrix.
O fato é que até pré-estréias de filmes já ocorreram dentro da Second Life, o que só prova a conexão cada vez mais estreita entre hollywood e o cyberespaço. E você, vai escolher a pílula azul ou a vermelha?
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